Manuel António Pina - A porta estreita (por José-António Moreira)
Manuel António Pina - A porta estreita
A porta estreita
A porta estreita do regresso abre-se finalmente para aquele que perdeu a paciência e também a impaciência e que pára sobre o coração sem lugar de tudo.
A visão de esse, de o que está fora, de aquele que regressa sem ter partido dançando sobre os destroços da sua imagem, é o que me vê a mim; falo ainda de mim
embora por um momento só. Mas já não sou o mesmo nem sou diferente. O dentro de isto está fora de mim e de si próprio.
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